top of page

Vereadora Maria Leticia repudia casos de assédio sexual em ônibus

O caso do homem de 27 anos detido na última terça-feira (29) por ejacular em uma mulher dentro de um ônibus em São Paulo (SP), solto no dia seguinte por um juiz que considerou o ato uma contravenção penal, e preso novamente por atacar outra passageira no sábado (2), repercutiu na sessão desta segunda-feira (4) da Câmara de Curitiba. Médica legista, a vereadora Maria Leticia Fagundes (PV) abriu o debate: “Esse rapaz teve 17 passagens e foi liberado 17 vezes. O juiz entendeu que não teve violência. A primeira agressão é o crime. A segunda é na delegacia. A violência está banalizada em nosso país, e isso comprova a cultura do estupro”.Segundo a parlamentar, ela já testemunhou questionamentos de delegados, inclusive em situações cuja vítima era adolescente, como “a senhora tem certeza?” ou afirmações que o suspeito era jovem e poderia ser “prejudicado” pela acusação. Para Maria Leticia, “houve estupro, porque houve ato, teve contato físico sim” e a solicitação de exames poderia ter coletado material biológico e comprovado o crime. “Ejacular em uma mulher dentro do ônibus não é violência? Isso ocorreu em um ônibus. E se fosse em um voo, em que um maluco ejacula no ombro de uma senhora endinheirada? Foi uma barbárie, mostra claramente como a mulher foi desrespeitada.”A vereadora também criticou a nota oficial da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) em defesa do juiz responsável pela soltura do acusado de ejacular na mulher, por considerar o ato de menor potencial ofensivo: “A associação considerou os ataques como vis e covardes. Mas será que ejacular na mulher não é vil e covarde?”. Ela disse que convidará movimentos sociais, seccional Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), Ministério Público do Paraná (MP-PR) e Delegacia da Mulher para debater os assédios no transporte coletivo em uma audiência pública na Câmara de Curitiba, ainda sem data definida. “Vamos tratar deste tema sem medo”, propôs.

bottom of page